Matt deu uma entrevista para o jornal Daily Star e falou sobre o festival Oxegen e a direção do novo álbum. Confira a tradução:
Com o último álbum, The Resistance, eles estão logo atrás do U2 na disputa para se transformar na maior banda ao vivo do mundo. Mas em nossa entrevista exclusiva com o Muse, antes de seu show como atração principal do sábado, o vocalista Matt Bellamy é modesto a respeito de seu status.
“Nós ainda precisamos de pelo menos dez anos antes de nos aproximarmos do U2”, ele diz. “Eles têm sido uma inspiração para nós, especialmente em relação à montagem dos shows”.
O grupo abriu shows para Bono e sua banda no ano passado – e por isso puderam convidar o The Edge para tocar junto com eles na sua apresentação no Glastonbury no mês passado. Matt explica: “Nós nos sentimos mal pelo público, já que o U2 teve que cancelar o festival, então nós decidimos tocar ‘Where the Streets Have No Name’. Mas como eu não podia tocar a parte da guitarra, nós decidimos convidar o The Edge”.
O guitarrista do U2 não repetiu o papel de convidado no Oxegen no sábado, mas ele dificilmente era necessário, já que o trio – completado por Chris Wolstenholme e Dominic Howard – apresentou um intenso set.
“Nós pensamos na Irlanda como uma segunda casa agora”, diz Matt. “Chris mora em Dublin com sua família e grande parte da minha família também veio do norte, então eles estão vindo nos ver aqui”.
“Nós tocaremos nosso set de festival no Oxegen. Nós temos um show em estádio com UFOS, plataformas giratórias e todo esse tipo de coisa, mas nós não podemos levar isso para os festivais então nós tentamos compensar usando roupas ridículas e tocando setlists imprevisíveis”
Famosos pelos seus designs e visuais de palco espetaculares, nós nos perguntamos se algumas vezes tanta tecnologia é um obstáculo. “Ah sim – nós definitivamente tivemos alguns problemas” ele diz “Como nos nossos shows em arenas, nós temos 3 plataformas que se movem e vão 6 ou 7 metros acima do chão. No início nós estamos envolvidos por uma cortina que cai e nos deixa à mostra, mas nos primeiros shows a cortina sempre ficava presa. Em um dos shows, a cortina caiu em cima da minha cabeça, então eu tive que tocar com ela em cima de mim, parecendo um fantasma! Mas eu acho que os fãs gostam quando nós nos atrapalhamos assim.”
Quando perguntado sobre a nova direção no próximo álbum, Bellamy explica a diferença entre músicas mais recentes como Knights Of Cydonia e músicas mais antigas como Sunburn. Ele diz: “Nós estamos pegando influências dos nosssos shows ao vivo e fazendo músicas relevantes para esse tipo de ambiente. Os pronomes mudaram de “meu” e “eu” para “nós”. Mas minha vida pessoal mudou radicalmente no ano passado, muitas coisas aconteceram, então existe a possibilidade de voltarmos um pouco mais para o lado pessoal – eu posso sentir esse passo para trás nas cartas. Eu já escrevi algumas coisas e elas parecem ser mais melancólicas – basicamente com menos orquestrações e mais enxutas. Se o álbum todo será assim ou não é outra questão”.
Se você está se perguntando que sobre que coisas pessoais são essas, tem muito a ver com a namorada, Kate Hudson. Bellamy conheceu a atriz em abril e eles têm sido vistos juntos desde então. Reportagens recentes sugerem que a relação está ficando mais séria, com Matt conhecendo a mãe de Kate, Goldie Hawn, e não negando a possibilidade de casamento no futuro. Mas quando perguntado sobre a loira estonteante, ele diz que essas citações são “absolutamente inventadas”, entretanto ele adiciona que eles estão indo muito bem.
Agradecimentos a @camimathias pela ajuda na tradução!
Fonte: board.muse.mu
