Dom deu uma entrevista para o site C-Ville e falou sobre a estrutura dos shows de arena que eles levaram para a turnê norte-americana, que termina hoje no Voodoo Festival. Confira a tradução:

Muse faz shows enormes. O que a banda precisa para tocar?
O foco principal está na iluminação. É extremamente ambiciosa. Nós ficamos no meio de uma plataforma que sobe uns 3 metros e meio acima do palco, bem lá no alto no meio desses arranha céus. Todas as torres são cobertas com telões, e muitos vídeos são incorporados ao show. E é um show de rock completo.
De onde vêm essas idéias malucas?
Nós levamos as idéias à designer do set, Es Devlin, o que é uma coisa que a gente não fazia no passado. Nós conversamos sobre idéias, o que foi influência para o álbum e ela organizou em um monte de fotos. Foi influenciado pelo livro 1984, que todos nós estavamos lendo antes de fazer o álbum. Ele possui influência em algumas músicas, principalmente na música “Resistance” que é quase sobre a história de amor do livro.
Alguma idéia foi ambiciosa demais para o show?
Inicialmente, a gente ia ficar bem no meio da arena. Iria ser uma única construção massiva que rodaria no meio da arena e a gente iria para cima e para baixo nos elevadores. Ia ser muito exagerado. A gente ia ter acrobatas e coisas voando pelo lugar. Estava ficando tudo um pouco parecido com o Cirque du Soleil.
Como um nativo de Manchester, você é influenciado por bandas que vêm dessa área?
Eu me mudei para Devon, que fica no sudoeste da Inglaterra, quando eu tinha mais ou menos 4 anos, então eu não senti a vibe de Mancheser na época. Devon é bem rural, então não há um cenário musical por lá. Nós fomos deixados a nossa própria sorte. E foi meio que desse jeito que nós evoluímos e fizemos a música que fizemos.
Isso conta para a existência do elemento de revolta em sua música?
O álbum atual é liricamente influenciado por coisas que têm acontecido a nossa volta, na cultura atual. Então, a forma como a gente se sentia quando éramos mais jovens, a gente realmente queria escapar da nossa situação lá, a música foi a forma de fazer isso porque nós estávamos bastante restritos. Liricamente, esse álbum (The Resistance) foi mais influenciado por coisas que estavam acontecendo à nossa volta nos últimos anos.
Como o que?
Como com Uprising, por exemplo. Quando a gente estava gravando o álbum no verão de 2009, havia protestos em volta do G20 acontecendo em Londres, protestos na Grécia e na Alemanha, e no mundo todo. Aquele sentimento estava à nossa volta na época em que a gente estava fazendo a música e teve um grande impacto nela, particularmente.
The Resistance foi o primeiro que vocês fizeram sem um produtor, não é?
A gente não achava que iria concluir tudo sozinhos. Mas uma vez que colocamos em prática, nós começamos a fazer mais músicas e começamos a terminar algumas, e então nós pensamos, “acho que nós realmente podemos fazer isso”. Então, foi realmente uma grande coisa!
Fonte: C-Ville




































