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O que você acha que o faz “cool”?
Matt: Eu acho que toda essa história de seleção natural, da teoria do caos e… provavelmente, dar uma de louco no palco…
Quem você acha que nunca vai ser “cool”?
Matt: Provavelmente, Deus; porque foi Satã quem deu origem ao rock’n'roll. Todos aqueles mantos e capas, e toda essa baboseira… que visual era aquele? Totalmente não “cool”.
Quem você acha que é a mulher mais “cool” de todos os tempos?
Matthew: Hm, provavelmente, Maria, a mãe de Jesus, porque ela ficou grávida e, mesmo assim, fez todo mundo acreditar que ainda era virgem. Isso é ser muito “cool”!
Matt: “Ai, não… Eu estou sofrendo de uma angústia quase insuportável e, simultaneamente, por uma alienação auto-destrutiva que é resultado da queda acelerada do capitalismo num abismo de consumismo patético.”
Entrevistador: O que você faria se fosse o último homem na Terra depois do fim do mundo?
Matthew: Eu procuraria por uma mulher… se eu não achasse nenhuma, satisfaria-me com o Dom mesmo.
Kerrang (revista britânica): O que você faria se fosse uma menina por um dia?
Dom: Enrolaria por um tempo no chuveiro.
Matt: “Eu odeio a espécie humana, mas amo o Kinder Bueno da Nestlé!”
Matt: “Se alguém falasse pra mim: ‘Eita, seu magrelo anoréxico, filho da p*** pretencioso’, eu falaria: ‘Nada mais justo, sou eu mesmo, haha’.”
Dom: “No mesmo dia que descobri que Papai Noel não existia, eu vi meu pai entrando em casa e colocando um monte de presentes na árvore. Desde aquele dia, eu sou feliz porque o Papai Noel não é de verdade. Isso aconteceu em 1996, eu acho…”
Chris: Quem de nós é o pior em combate?
Matt: Se você é pequeno como eu, você tem que usar certas estratégias especiais. Se você não é fisicamente forte, tem que estar armado. Não que eu lute como uma moça, mas é que eu tento usar o máximo de objetos ao alcance das minhas mãos.
Dom: Na verdade, acho que sou o pior dos três. Uma vez, eu soquei um cara e me gabei… me achei o fodão até ele virar, olhar pra mim, e me derrubar no chão com apenas um tapa. Foi extremamente constrangedor. Então é isso… Eu, provavelmente, seria o primeiro a perder numa luta, mas, com certeza, eu morderia a perna de alguém caso meus dentes estivessem na mira certa.
Matt: Se você tivesse que escolher uma fantasia de super herói pra mim, qual escolheria? Batman, Super Homem ou Mulher Maravilha?
Chris: Batman.
Matt: Muito obscuro. Não sou uma pessoa obscura. Eu sou o sol da sua vida!
Dom: Eu diria Mulher Maravilha!
Matt: Hm, é assim que você gostaria de me ver, né?! Desde que vi o Dom se curvando todo pra levar uma injeção na bunda, há uma energia muito estranha entre a gente, sabe? Muito suspeito. Muito.
Sobre o clipe de Unintended
Matt: Hm, eu ia usar uma daquelas máscaras brancas típicas de aliens e me vestir todo de branco pra poder fazer uma projeção em mim. Só pra Unintended. Era pra ser uma música sobre amor do ponto de vista dos aliens querendo fazer parte da raça humana, mas sem chances de conseguir realizar esse sonho. Mas… eles não me deixaram fazer tudo isso. *chora*
Entrevistador: Por quanto tempo você conseguiu ficar sem se masturbar?
Matt: Ai, Jesus.
Entrevistador: Não, sério… porque, em casa, todo mundo sabe que é diário. Quando você está no ônibus fica difícil fazer, né.
Matt: Você tem que segurar a barra quando está longe da namorada.
Entrevistador: Ah, desculpa perguntar isso… é que eu fico imaginando o que vocês, meninos, fazem pra suprir essa necessidade no ônibus…
Matt: Às vezes, eu me irrito com alguma coisa, perco a cabeça. Há uns dias atrás, eu quebrei o banheiro do hotel todo porque não conseguia achar uma coisa.
Entrevistador: Por que você não quebrou a TV, como os rock stars sempre fazem?
Matt: Ah, Dom e Chris estavam assistindo a um programa… eu não queria perturbá-los, sabe?
Matt: Depois de um show em São Petersburgo, havia mais ou menos 50 mulheres esperando do lado de fora do camarim. Uma delas veio falar comigo. Claro que pensei que, obviamente, ela fosse uma psicopata… Daí, ela foi buscar o presente que havia trazido para mim. Eu estou acostumado com as fãs da Rússia me dando bichinhos de pelúcia, rosas etc; só que, quando ela voltou, ela veio carregando um quadro de pintura a óleo gigante, todo embrulhado, e disse que havia levado cinco meses para completar. A arte do quadro era eu, pelado e horrendamente magro, com passarinhos nos ombros, segurando um coração brilhante censurando minhas partes íntimas. No dia seguinte, quando estávamos indo embora, eu vi Dom, nosso baterista, andando e carregando o quadro pelo aeroporto, mostrando pra todo mundo.
Matt: Engraçado, o Chris do Coldplay é um cara de mente aberta e super confiante. Outro dia, ele estava na casa do Dom tocando algumas das suas demos mais recentes. Ele tocava e esperava nossa reação, dizendo “E então? O que vocês acham?”. Eu nunca faria uma coisa dessas. Nunca tocaria uma música minha para as pessoas, pedindo opinião sobre ela, porque, se elas não gostassem, eu teria que matá-las todas.
Matt: Plug In Baby é sobre como nós projetamos nossas emoções mais profundas nas tecnologias ao nosso redor. “Plug in baby” é como se fosse um termo inventado para “o que nós fazemos”. Acho que, numa geração de tempos não-espirituais, a tecnologia se tornaria um modo de se sentir ligado às pessoas.
Matt: Eu estava lendo uns livros depois de uma sessão produzindo com Dave Bottril, um chamado ‘O Universo Elegante’ e outro chamado ‘Hiperespaço’, que fala sobre teorias a respeito do universo, e eu estava tentando entender tudo isso. Havia vários conceitos matemáticos que não são simples para mim e eu estava fazendo o meu melhor para ligar uma coisa à outra. No final, ele, o livro, diz que a próxima questão importante na ciência será ‘qual é a origem da simetria’. Aparentemente, existem vários outros universos que não têm estabilidade, e que o nosso é o único que tem. Eu li o livro o relacionei a uma coisa que estávamos fazendo durante a gravação do CD. Eu me interessei pelo fato de que música é bem teoria do caos, vibrações aleatórias no ar, e que, de alguma forma, nós traduzimos isso. Ver sentido nas coisas caóticas e ver tudo isso como algo esplêndido. Também me dei conta de o quanto música é importante para mim, e o que ela representa para mim. Desde quando era mais jovem, a música me fazia esquecer tudo ao meu redor, entrar num estado de paz. Por toda a minha vida, ela tem sido um escape de tudo e todos, e, uma vez que você está nesse processo de escape, você visualiza todas aquelas coisas que lhe aprisionam na vida. Para mim, essa é a única coisa que eu sou. Qualquer outra coisa é apenas conseqüência evolutiva… Eu poderia ter sido qualquer pessoa, e ainda tento achar forma, explicação mais básica e simples de o que eu sou e quem eu sou. Posso me relacionar a esse momento da minha vida em que eu faço música. É como se música fosse minha origem da simetria.
Dom: Se eu acredito em governo secreto? Eu acho bem possível, sim. Matthew está lendo um livro sobre a comissão trilateral, todos os super-poderosos, algumas pessoas de países diferentes, aquelas que têm o maior controle sobre nossas decisões sobre mundo. Políticos são meros fantoches, pessoas com quem o público se associa. Pessoas que são vistas como qualificadas.
Dom: Eu acho um exagero quando artistas começam a pregar sobre política. Não somos uma banda baseada em política. Não é sobre isso que nossas músicas falam, e não é disso que estamos interessados em falar. Não somos políticos, não fomos para a universidade, e não temos uma educação adequada nessa área. Existem várias pessoas que são e elas tendem a trabalhar com isso. Quando celebridades e pessoas famosas começam a falar de política, elas acabam difamando quem realmente entende do assunto. As pessoas apenas olham para cima e procuram algo para falar, quando deveriam olhar para as pessoas que sabem discutir sobre isso. Acho justo expressar sua opinião, mas acho que eu, por exemplo, não saberia argumentar um protesto de modo correto.
Matt: Sobre o que fazer se o mundo estivesse acabando – Eu ficaria doidão e faria todas as coisas mais esquisitas possíveis. Estupraria todas as mulheres que visse, pegaria uma arma e mataria todos aqueles que me irritam, destruiria todos os carros, cortaria todos os fios de telefone, e, finalmente, subiria no palco e esperaria pelo fim do mundo. Mas aí eu torceria para o fim do mundo acontecer mesmo, senão eu estaria f***do.
Dom: Matt tem síndrome de Tourette. Eu mesmo o diagnostiquei. Chris bebe igual a um gambá e parece um ursinho de pelúcia quando acorda.
Matt: Argh, bebês são assustadores. O único jeito que eu iria querer um é se eu pudesse alugá-lo, ou algo assim, e devolvê-lo a alguém quando ficasse “cagado” demais!
Matt: Eu caguei numa sacola uma vez. Não havia nenhum lugar pra ir, então todo mundo teve que esperar do outro lado da estrada…do que estávamos falando mesmo? Ah, sim… Woodstock, 1999!
Matt: “O Dom me fascina demais, tanto como músico, quanto como pessoa. É fascinante olhar para ele e parece que ele tem dupla personalidade.”
Matt: “Ficar grávido de um alien e dar a luz. Seria horrível parir uma aberração e ter que escondê-lo de todo mundo e, ainda assim, criá-lo como seu.”
Matt: “Eu acho perigoso ir pra cama com pessoas que são fanáticas pela banda, por qualquer banda. O Dom já teve algumas experiências que as pessoas acabaram seguindo-o por aí, indo a todos os shows.”
Matt: “Uma vez era pra eu tocar em um festival em Exeter sozinho, e eu não consegui porque eu tinha medo de que Dom ou Chris estivesse no público e percebesse que eu não era muito bom e me tirasse da banda.”
Matt: “A melhor coisa que eu já vi foi o Dom cheirar cocaína nos seios de uma stripper.”
Chris: “Eu sou muito sortudo. Minha esposa é mesmo muito compreensiva. Ela sabe o que essa banda significa para mim, mas eu sinto falta dos meus filhos terrivelmente. Sinto falta da minha esposa, especialmente depois de algumas semanas quando estou desesperado para você sabe o que…”
Chris: “Não sou um cara inteligente, mas sei o que é o amor.”
