ARTIGOS > Summer Guide (08/2008)
Se é obra sinfônica e robótica que você está procurando neste verão, Matt Bellamy será seu cara!
Presumidamente, o Muse foi chamado para tocar em vários festivais no Reino Unido, por que escolher o V Festival?
Nós temos sido um pouco amaldiçoados com relação ao V Festival. A última vez que tocamos em 2004, Chris tinha quebrado o pulso, então ele não estava tocando, e outras coisas aconteceram que foram engraçadas para nós. Então não sentimos que chegamos lá ainda, V é um bom festival, a vibração de lá é muito família, e é mais um dia de verão fora do que os bastidores lamacentos do Glasto ou Reading.
Você perdeu sua virgindade no Reading Festival, não é?
Ahm, é. Minhas lembranças de festivais de quando eu era adolescente se juntam todas em uma só. Havia muito álcool e muita experimentação solta dentro das barracas. Quando você tem uma barraca em um festival, pode ser a primeira vez que sinta que tem seu próprio lugar, e tenho muitas lembranças de coisas estranhas que aconteceram. Todos estão longe de casa pela primeira vez e parece que você pode inventar suas próprias leis.
Como se fosse “O senhor das moscas” ?
É, assim mesmo. Mas de um jeito legal. Idealmente as pessoas não se tornam selvagens e começam a se matar. Eles tomam um monte de chá de cogumelo e se divertem.
Você sente falta desse tipo de liberdade, agora que você tem uma banda?
Ter uma banda te permite fazer coisas que normalmente você não poderia fazer. Então uma parte daquela diversão ainda existe. Até ‘lobos velhos’, como os Rolling Stones, provavelmente diriam que parte deles ainda parece ter 15 ou 16. É quando você é mais ingênuo, mais otimista e mais criativo, então é bom se agarrar a isso.
Qual foi a última coisa sem noção que você fez?
Nós alugamos um castelo pula-pula em Las Vegas para uma festa e decidimos nos fantasiar de aliens. As pessoas com certeza piraram. Foi a última vez que eu tomei cogumelo, na verdade. Dom tinha uma máscara de cachorro e correu pelo deserto e eu corri atrás dele. Por um momento eu estava na verdade em uma figura de Salvador Dalí: se você vir sua pintura “Os elefantes” eu era a pessoinha embaixo das pernas dos elefantes. Não sou muito a favor das drogas, mas separar um dia por ano para tomar alucinógenos com certeza abre algumas portas.
Vocês trarão as fantasias de aliens para o V Fest?
Provavelmente não. Mas ainda temos algumas coisas do Wembley que talvez usemos. E nós temos novas idéias com robótica, mas provavelmente vamos preservá-las para o futuro. Faremos pelo menos uma coisa espetacular – talvez algo que vá pelo público. Mas nós sempre dizemos essas coisas e o ‘Health and Safety’ (saúde e segurança) nos barra. Se der, tocamos umas duas músicas novas também…
E cinco minutos depois elas estarão online disponíveis para baixar na internet…
É, espalhadas por toda a internet para as pessoas julgarem. Não estou muito incomodado com isso. E depois, as músicas vão mudar radicalmente quando gravarmos.
Como estão tomando forma as novas músicas do Muse?
Nós atualmente estamos trabalhando em uma obra sinfônica de 10 minutos, e eu estou gostando muito da produção do Timbaland no momento, então vamos achar algo com mais batidas também. Não necessariamente como Supermassive Black Hole, mas uma outra música com uma mudança de gênero surpreendente.
Alguma música simples?
Sim, não vai ser tudo muito complicado. Nós sempre nos esquecemos de falar sobre músicas mais retas como Starlight. Sempre haverá músicas que são simplesmente boas músicas.
Todos esses prêmios de melhor banda ao vivo acabam colocando pressão para que o show ao vivo seja mais grandioso?
Bom, fora Wembley, os shows que se destacaram no ano passado foram em Christchurch, Nova Zelândia, e um em Belgrade, porque não tínhamos nenhuma produção. Ficamos surpresos com o quão intenso foi, com o público assistindo à gente ao invés de assistir ao show. Então no futuro, vamos tentar variar as coisas, misturar os shows mais enxutos e em lugares menores com os shows monstruosos.
Você mora nas margens do Lago di Como, na Itália. Por lá, você é “Matt do Muse” ou “O cara inglês que não fala italiano muito bem”?
Haha. A segunda opção. Meu italiano é OK, eu consigo me virar sozinho na cidade, agora. Mas ninguém sabe quem é Muse. Nic (Cester) do Jet também está por lá e eu saio com ele, mas somos ambos bem anônimos.
Você pensa em dar alguma festa em seu “iate” para as celebridades locais?
Não. As celebridades em Como estão num nível muito diferente do meu. Sou um “ninguém” por lá. Isso me coloca em meu devido lugar. As pessoas soltariam seus cachorros em mim, se eu tentasse ir àquelas festas. George Clooney (que também reside em Como) pode cuidar de todas elas.
Você já definiu alguma meta para o verão seguinte?
Eu adoraria vencer um torneio de poker. Eu jogo poker há anos e adoro! Eu me garanto com os profissionais agora. Mas os torneios de Las Vegas estão sempre sem mais vagas para se inscrever. Aparentemente a taxa de entrada é de $20.000 e o vencedor leva a maior parte. Mas não estou pensando no dinheiro, então talvez eu vença um na Lituânia.
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