bolinha ARTIGOS > BBC Chart Blog (02/2010)

Tradução e adaptação por Isabelle Brasil

 

Há muito tempo atrás, eu escrevi algo sobre a música Poker Face da Lady Gaga, querendo expressar o quanto eu acho que ela definitivamente absorve idéias de certas áreas da pop music do passado, idéias que se diferem daquele típico brega. E, principalmente, como ela transformou essas idéias em algo atual, novo e brilhante, porque, mesmo sob a desaprovação cultural, elas ainda são boas idéias.

Muse se equivale a isso no rock. Eles parecem ser capazes de ressuscitar os fantasmas e clichês daquele velho pomp rock ordinário. Essa música (Resistance), por exemplo, pode ser considerada uma sequência desse estilo de música dos anos 80 tipo as do álbum “The Final Countdown” do Europe, e, por incrível que pareça NO SENTIDO BOM.

Perdoem-me pelo capslock, mas é importante frisar que, nos tempos felizes de hoje, breguice e qualidade podem cair muito bem juntos. Tão bem quanto o Chris e seu bigode podem. Aliás, o que poderia ser melhor do que uma música que, num disfarce de seriedade e temor, consegue produzir reações saudáveis como um ataque de risos incontrolável? Que ingrediente seria melhor para um bom rock?
E qual de nós, sendo fãs ou não, pode dizer que nunca reagiu dessa maneira? Principalmente se você é um fiel da grandiosidade deles, você sabe, a tal grandiosidade.

Há uma parte em cada música do Muse em que você começa a delirar completamente. E daí você se percebe cavalgando um cavalo Real, apontando uma espada para o alto, e as nuvens se separam, o sol aparece, e seus cabelos cacheados do peito (meninos) ou só cabelos cacheados (meninas) brilham sob a luz dourada como uma bola de cristal. Você é magnífico. Você é radiante. Você é INVENCÍVEL!

Sim, sim, sim. Essa é uma música completamente diferente, mas a idéia é a mesma. Como isso não te faz rir? Claro, a BANDA não pode agir como se isso fosse engraçado, ou então não teria graça. Eles precisam passar uma imagem séria. É aí que a coisa fica hilária.

Resenha por: Fraser McAlpine.

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